Meio ambiente
01/04/2026 10:07
Votuporanga e Região
Infocenter -
Em 2011, Ano Internacional da Floresta, a produção florestal brasileira somou R$ 18,1 bilhões: 72,6% de participação da silvicultura (estabelecimento, desenvolvimento e reprodução de florestas), num total de R$ 13,1 bilhões e 27,4% da extração vegetal (exploração dos recursos vegetais nativos), correspondentes a R$ 5 bilhões. Os dados são da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) - 2011, que investiga, em todos os municípios brasileiros, 38 produtos oriundos do extrativismo vegetal e sete da silvicultura.
É crescente a participação da silvicultura na produção madeireira nacional. De um total de 139.969.520 metros cúbicos produzidos de madeira em tora, 89,9% são oriundos das florestas plantadas e apenas 10,1% do extrativismo vegetal. Das 5.478.973 toneladas de carvão vegetal, 75,3% foram produzidos pela silvicultura e 24,7% pela extração vegetal. Na produção de lenha, entretanto, o extrativismo vegetal colaborou com 42,1%, de um total de 89.315.636 metros cúbicos, contra 57,9% da silvicultura.
Produtos
A participação de quatro produtos madeireiros - carvão vegetal, lenha, madeira em tora para papel e celulose e madeira em tora para outros fins - somando R$ 13 bilhões, detém quase a totalidade do valor apresentado pela silvicultura; os três produtos não madeireiros (folhas de eucalipto, resina e cascas de acácia negra) somam R$ 151,8 milhões.
O valor da produção da madeira em tora da silvicultura somou mais de R$ 8,8 bilhões, divididos quase igualitariamente entre a produção para papel e celulose e a destinada a outros fins. A produção de madeira em tora destinada para papel e celulose contribuiu com 60,3% no total obtido pela silvicultura, processo em que todos os produtos madeireiros obtiveram crescimento, destacando-se o carvão vegetal (19,7%).
Madeira em tora
A produção extrativa - que compreende coleta ou apanha, de forma racional (produções sustentadas) ou de forma primitiva e itinerante (geralmente, em uma única produção) totaliza, para os produtos madeireiros, um valor da produção de R$ 4 bilhões e para o extrativismo não madeireiro (látex, sementes, fibras, frutos e raízes, entre outros), R$ 935,8 milhões.
Na extração vegetal, o valor da produção de madeira em tora foi de R$ 2,7 bilhões. Este foi o único, entre os cinco produtos madeireiros do extrativismo, a apresentar crescimento entre 2010 e 2011 (11,5%).
Norte e Nordeste versus Sul e Sudeste
Um balanço regional da produção florestal do país mostra que a concentração de produtos é diferenciada, conforme o processo produtivo: a região Sul se destaca com dois produtos não madeireiros da extração vegetal: erva-mate (99,8%) e pinhão (97,9%). As demais produções do extrativismo vegetal se concentram nos estados da região Norte, principalmente açaí (94%) e castanha-do-pará (94,7%), e região Nordeste - amêndoas de babaçu (99,6%), fibras de piaçava (96,77) e pó cerifico de carnaúba (100%).
Já na silvicultura, o predomínio fica com as regiões Sul e Sudeste, tanto para os madeireiros quanto para os não madeireiros, estes, assim distribuídos: folhas de eucalipto (89,0%) e resina (59,2%) no Sudeste e casca de acácia-negra no Sul, com 100% dessa produção oriunda do Rio Grande do Sul. A região Sul responde também por 33,6% da produção de resina. Quanto aos madeireiros da silvicultura, o Sudeste se destaca na produção de carvão vegetal (84,0%) e de madeira para papel e celulose (38,7%). O Sul fica em primeiro lugar na produção de lenha (69,1%) e de madeira em tora para outros fins que não papel e celulose (65,4%).
Folhas de eucalipto em queda
A queda, de 2010 para 2011, de 41,4% na produção de folhas de eucalipto explica-se pelo fato de alguns municípios produtores não terem realizado, no ano passado, a coleta das folhas, utilizadas na fabricação de óleo essencial (eucaliptol). Assim, a produção de 56.797 toneladas foi coletada em apenas 16 municípios.
A produção de resina é bem diversificada do ponto de vista regional. O principal município produtor, Paranapanema (7.980 toneladas) fica no estado de maior produção, São Paulo (37.563 toneladas), mas completam o ranking municípios de várias regiões do país: cinco do Rio Grande do Sul, oito de São Paulo, um de Mato Grosso do Sul, dois de Minas Gerais, um da Bahia e dois do Paraná. Juntos, os 20 respondem por 82% da produção nacional (71.619 toneladas), que registrou um ligeiro crescimento (0,8%), em relação ao ano anterior.
Explorada em um único estado - o Rio Grande do Sul - e com uma produção de 105.578 toneladas (1,5% inferior à quantidade obtida em 2010), as cascas de acácia-negra vêm, nos últimos anos, apresentando queda na produção, devido ao baixo preço do produto. O principal município produtor, em 2011, foi Barão do Triunfo.
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